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HISTÓRIA

João Ribeiro de Barros - biografia

João Ribeiro de Barros 1900 a 1947

A Guarapiranga e o município de Jaú, localizado no interior do estado de São Paulo, devem  ter em João Ribeiro de Barros o símbolo do seu maior orgulho. Ele é considerado um herói nacional por ter atravessado em 1927 o Atlântico Sul abordo do hidroavião “Jahu”, entrando para a história da aviação mundial.

Entretanto, para que conseguisse efetuar seu êxito enfrentou uma série de percalços. De acordo com Levorato (2003), o ex-aviador jauense João Ribeiro de Barros nasceu em 4 de abril de 1900 e era neto do Capitão José Ribeiro de Camargo, um dos fundadores da cidade. Ribeiro de Barros inicia seus estudos preliminares no Atheneu Jauense e os secundários no Instituto de Ciências e Letras de São Paulo.

Entre os anos de 1919 e 1921 viajou até os Estados Unidos, onde cursou engenharia mecânica. Em 1922 realiziou um curso de aviação na Escola Civil de Campinas e finalmente recebeu na “Ligue Internationale des Aviaturs”, com sede em Paris, o “brevet” internacional nº88 (LEVORATO, 2003). Em seguida, Ribeiro de Barros tira o brevê nacional no Aeroclube do Brasil em 1923.

Segundo Claro (1998) depois de inúmeros reides (trajetória efetuada pelos aviões) executadas no interior no país, João Ribeiro de Barros decide realizar o seu maior sonho: atravessar o Atlântico Sul em uma trajetória sem apoio marítimo. Para iniciar a sua empreitada resolve pedir ajuda ao governo brasileiro e seu pedido lhe foi negado. Ninguém no Brasil acreditava no sucesso de sua travessia. Já os demais governos de todos os outros países em que seus pilotos tentavam atravessar o oceano Atlântico sempre lhes davam todo o suporte necessário (CLARO, 1998).   

O aviador Ribeiro de Barros resolve então efetuar a tarefa com recursos próprios e designa como companheiros o capitão Newton Braga, navegador, Vasco Cinquini, mecânico e Arthur Cunha, co-piloto. A partir daí, decide comprar um hidroavião usado da empresa Savoia-Marchetti, em Sesto Calende, Itália (CLARO, 1998).   

O trajeto Gênova – Santo Amaro (represa paulistana Guarapiranga) se inicia no dia 18 de outubro de 1926, com destino a Gibraltar. Porém, o Capitão Ribeiro de Barros não sabe que a aeronave sai de Sesto Calende mal restaurada, toda danificada e ainda por cima sabotada, (CLARO, 1998).

Naquela época, havia uma verdadeira  corrida entre as nações desenvolvidas para que seus pilotos conseguissem realizar grandes feitos na aviação internacional. Não admitiam em nenhuma hipótese que um piloto vindo de um país inexpressivo e basicamente rural como o Brasil conseguisse realizar o feito de atravessar o Atlântico Sul.

Era a suprema prova do arrojo e da técnica da aviação brasileira, competindo com a fina flor das melhores escolas aeronáuticas do mundo. Um empreendimento particular, organizado, financiado e dirigido por um brasileiro, concorrendo em certame internacional com os imensos recursos das maiores nações produtoras de aeronaves da época. (LEVORATO, 2003, p.91)

Os sabotadores agiram com extrema perversidade, jogando terra, água e sabão no reservatório de gasolina para que os filtros entupissem e colocaram uma peça pesada de bronze no carter. A cada porto que paravam, Ribeiro de Barros e os seus companheiros tiveram que atrasar a viagem para reparar os danos provocados na aeronave (CLARO, 1998).

Após sofrer uma série de reveses, seus recursos financeiros começam a acabar. Doente e abatido, Ribeiro de Barros fez um pedido ao governo brasileiro para que ao menos mandasse um novo co-piloto. Seu pedido é negado e o governo avisa que é para ele interromper a travessia (CLARO, 1998).

No dia 28 de abril de 1927, o hidroavião partiu de madrugada em direção a Fernando de Noronha, chegando ao território brasileiro por volta das 17 horas. Toda a tripulação foi aclamada e reverenciada pela população brasileira, que em apenas 1 de agosto chegou a o seu destino, a represa de Santo Amaro (CLARO, 1998). De acordo com Levorato (2003), quando João Ribeiro de Barros chega em Jaú acaba sendo recepcionado por mais de 10 mil pessoas no centro da cidade.

De acordo com Claro (1998), o aviador jauense recebeu uma série de homenagens em todo o mundo.

Em 1928, o nosso pioneiro do Atlântico empreendeu uma viagem ao redor do mundo, tendo antes, recebido inúmeras láureas e condecorações da maioria dos países civilizados do planeta, que reconheceram, de imediato, o avanço alcançado por esse reide, sobre as possibilidades de vôo através dos oceanos, bem como pela coragem com que o Comandante Ribeiro de Barros e seus companheiros, enfrentaram o desconhecido espaço aéreo sobre o Atlântico – túmulo de uma geração de heróis, a quem a Humanidade tanto deve.

Por volta de 1929, Ribeiro de Barros resolveu fazer a trajetória inversa, Brasil – Europa, e adquire uma aeronave na França. Quando tudo estava pronto para que no dia 2 de outubro de 1930 ele fizesse a decolagem, o governo brasileiro sem maiores explicações confiscou o seu avião. Era o início da revolução de 1930.

O capitão ficou totalmente frustrado, entrando  em depressão e partindo para a Europa. Quando retornou se depara com a eclosão do Movimento Constitucionalista de 1932, em São Paulo. Resolveu se unir aos revolucionários e doou todos os troféus, medalhas e placas de ouro que recebeu em prol do movimento (CLARO, 1998).

Segundo Claro (1998), Ribeiro de Barros voltou abatido à sua antiga fazenda em Jaú com a derrota dos paulistas. Porém, o seu martírio não acabou, pois policiais invadiram a sua fazenda e vasculharam os armazéns em busca de papéis que depusessem contra o de Governo de Getúlio Vargas, assim Ribeiro de Barros acabou ficando preso por dez dias em um presídio paulista, sendo solto por falta de provas.

Ribeiro de Barros faleceu aos 47 anos, na mesma propriedade agrícola em que nasceu, em 20 de julho de 1947, tendo sido seus restos mortais depositados no monumento mausoléu erguido em sua memória, na praça principal da cidade de Jaú – sua terra natal.

Ele morreu em parte pela depressão causada pelo não reconhecimento do Brasil a seus heróicos atos. Na década de 70 foi construído um mausoléu em frente à Igreja Matriz de Jaú, na Praça Siqueira Campos, para que assim, abrigasse os restos mortais do ex-aviador.

Leia os detalhes da travessia no bloco "A Aventura" neste Portal

Fontes: www.artigonal.com / www.promotur.com /

 

 

 

     

 
 
 
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